Segundo o IBGE, 13,7% dos domicílios estão em ruas não pavimentadas, como a rua Horácio Dantas, onde mora dona de casa Eliete e as vizinhas Damiana Bezerra da Silva, 51 anos, e Maria José da Silva, 41 anos. "Na prefeitura consta que tudo isso aqui é drenado e pavimentado, mas não tem um pedaço feito", denuncia dona Eliete. No inverno - e nem precisa ser assim tão rigoroso - as ruas ficam alagadas, gerando transtornos. A rua transversal, a César Cabral também não tem pavimentação e fica na mesma condição quando chove.
"Fica uma lagoa, não dá pra passar e as casas enchem tudo de água", relatou Damiana. Os moradores aumentaram o nível das calçadas para evitar que as casas sejam invadidas pelas águas. "A gente tem muita vontade de ver a rua calçada, com bueiros e esgotamento, para acabar com as fossas, mas os prefeitos só fazem prometer", reclamou Eliete.
Em Felipe Camarão, a rua Pai Celestial tem calçamento, mas um trecho, próximo a rua Maria Gorete está esburacado. No local, a rede de esgoto extravasa. Os buracos e o lamaçal tornam lento o tráfego de veículos. "Tem uns três anos que está assim. Às vezes, isso aqui fica uma fedentina, com a água podre que borbulha", disse Maria Felipe da Costa, 69 anos.
Segundo dados do IBGE, em Natal, 29,3% dos domicílios não são beneficiados com rede esgotamento sanitário. Cruzando a cidade, na rua Couto Magalhaes, no loteamento Jardim Progresso, na zona norte, o esgoto de uma das vilas jorra à céu aberto na rua. "É um perigo, porque só traz doença", denuncia o aposentado José Neves de Almeida, 78 anos.
O loteamento fica no bairro Nossa Senhora da Apresentação, onde as obras de drenagem e a rede de esgotamento começaram a ser feita, mas não foram concluída. No loteamento Jardim Progresso, um trecho de 150 metros ficou sem pavimentação. Segundo o aposentado o material (pedras para meio fio e calçamento) estava no local até o ano passado, mas foi recolhido.
"Eles disseram que iam parar o serviço por falta de dinheiro", contou seu Neves. Uma das bocas de lobo está com a tampa quebrada há meses. Tem uns meses a boca de lobo cedeu e um carro caiu no buraco. Os moradores jogaram metralha e pedras para sinalizar o perigo. Muitas manilhas ainda estão no local e a rede está por ser concluída.
Fonte: Tribuna do Norte
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