A obra do caramanchão do Cajueiro de Pirangi - que prevê a suspensão dos galhos em 4,5 metros de altura e que deveria iniciar este mês - ainda não tem data para sair do papel. A indefinição se deve à espera de um parecer do Idema e de uma possível dispensa de licença ambiental por parte da Prefeitura de Parnamirim, necessários para que a empresa que fará o serviço seja contratada e a construção iniciada, uma vez que o projeto passou por readequações.
Adriano Abreu
As intervenções no cajueiro pretendem evitar que os ramos continuem a invadir a avenida, no entorno
A suspensão dos galhos foi uma solução emergencial apontada dentro do Plano de Ações de Proteção do Cajueiro de Pirangi para desafogar o trânsito do entorno, na Avenida Márcio Marinho. Com a anomalia da árvore - o cajueiro é o maior do mundo - os ramos invadem a via, ocupando uma das faixas.
A partir das readequações no projeto, a estrutura do caramanchão passará de 70 para 120 metros, abrangendo toda lateral (próximo ao Marina Badauê). O investimento saltou de R$ 85 mil para R$ 120 mil. "Fizemos uma cotação de preço, com três empresas como foi recomendado, e chegamos a este valor", explica o presidente da Associação de Moradores de Pirangi do Norte (Amopin), Francisco Cardoso. A obra será realizada pela Construtora Art Concrete. Os recursos são da Associação, que administra o complexo turístico.
As alterações foram encaminhadas para análise da Promotoria do Meio Ambiente de Parnamirim e do Instituto de Desenvolvimento Econômico e meio Ambiente (Idema), de acordo com o presidente da Amopi, Francisco Cardoso, há cerca de uma semana. "Dependemos exclusivamente dessa dispensa de licença do Idema, para começar as obras", disse. O prazo para execução é de até 45 dias, para fixação de pré-moldados.
Antes disso, uma reunião, ainda sem data para acontecer, entre a Associação, o Ministério Público, Idema, DER e moradores do entorno irá debater as mudanças na avenida Marcio Marinho. A ideia, explica Francisco Cardoso, é que as estruturas de sustentação que irão erguer os galhos até 4,5 metros de altura sejam iniciadas, não mais rente a cerca de proteção, mas avancem cerca de dois metros. Com isto, a via será ampliada para manter duas faixas, invadindo até 1,8 metros das calçadas existentes.
A intervenção é aprovada pelos moradores, que estão cientes sobre o estreitamento da calçada das casas em frente ao ponto turístico. "Não vejo problema em ceder espaço para melhorar o trânsito nessa região. Em fins de semana, feriado e veraneio o congestionamento aqui é certo", observa a moradora Neide Gomes da Silva, 39 anos.
O diretor técnico do Idema, Jamir Fernandes, garante que o parecer técnico autorizando a construção pela empresa vencedora da cotação sairá até a próxima sexta-feira, dia 20. Contudo, a dispensa de licença ambiental solicitada ao órgão é de competência da Prefeitura de Parnamirim. "Iremos orientar a direção da Amopi para requerer a dispensa de licença", disse Jamir Fernandes.
O Idema coordena ainda um projeto maior para o Cajueiro de Pirangi, que prevê a urbanização do local e construção de mirantes, orçado em aproximadamente R$ 3,6 milhões. Esse estudo ainda não está concluído e não há data nem recursos previstos para que saia do papel. A árvore ocupa uma área de 8.500 m² e para aumentar o espaço disponível para o seu crescimento o projeto arquitetônico prevê também a elevação das lojas.
Fonte: tribuna do norte
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