O Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, está realizando apenas 50% das cirurgias eletivas ortopédicas. Por esse motivo, pacientes que normalmente precisariam de seis dias de internação, acabam ficando mais de 15 dias na unidade. Sescenta pacientes aguardam a realização do procedimento, enquanto a fila em todo Estado aumenta. Os principais motivos são a falta de profissionais que aderiram à paralisação do Sindsaúde e o desabastecimento da unidade.
"Com a greve dos Servidores da Saúde do Rio Grande do Norte, o Hospital Deoclécio Marques teve que reduzir a resolutividade, o que tem acarretado diretamente no andamento das cirurgias ortopédicas. O tempo de internação normalmente é breve, deveria ser apenas para a realização dos exames pré-cirúrgicos e a cirurgia. Hoje coma demora da marcação muitos pacientes estão aguardando os procedimentos", explicou chefe da Ortopedia do Deoclécio Marques, Jean Valber.
Outra gravidade do problema ocasionado pela redução das cirurgias ortopédicas é a seqüela para o paciente que possui um trauma. A demora pode acarretar em uma calcificação de um osso já fraturado, o que pode dificultar o processo cirúrgico e a prolongar a recuperação do paciente.
Jean Valber, que também é Coordenador da Ortopedia do Rio Grande do Norte, lembrou que a unidade de Parnamirim é referência em procedimento cirúrgicos eletivos. Das três salas destinadas à realização de cirurgias, apenas uma está sendo utilizada no momento.
Como se não bastassem os problemas enfrentados pelo Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, ocasionados pela paralisação dos profissionais do Sindicado dos trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), o desabastecimento de medicamentos, e a diminuição nas realizações das cirurgias eletivas, o serviço de lavanderia, contratado pela empresa Sol Lavanderia Hospitalar está sem contrato desde novembro do ano passado, o que originou a suspensão da entrega de rouparia do hospital nesta terça-feira. O Hospital João Machado, na capital, também teve o serviço suspenso.
A direção do Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena informou na tarde de ontem que foi levantado em caráter emergencial, com dispensa de licitação, o valor de R$7,5 mil para que a empresa voltasse a realizar o serviço para a unidade nesta quarta-feira, até que a tramitação de um novo contrato seja concluída. Diariamente o Deoclécio recebe 400 kg de rouparia, que vai desde lençóis, roupas para pacientes e todo o vestuário cirúrgico.
De acordo com a Sol Lavanderia Hospitalar, a empresa está trabalhando sem contrato com os Hospitais Deoclécio Marques (Parnamirim) e o Hospital João Machado. "Estamos trabalhando nessas duas unidades sem contrato desde o dia 15 de novembro" afirmou a proprietária da Sol Lavanderia Hospitalar, Suzanne Câmara. O último contrato firmado foi de R$1,188 milhão. A Sol Lavanderia Hospitalar não forneceu o valor da dívida acumulada este ano a ser paga pela Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap). Devido a greve do Sindsaúde, o Deoclécio atende apenas pacientes dentro de risco e médio risco.
De acordo com o Secretário da Sesap, Domício Arruda, o Deoclécio é uma das unidades quem possui autonomia financeira. "Diante disso repassamos para a unidade R$1 milhão para a compra de materiais necessários para o funcionamento da unidade", disse Domício, que afirmou ainda que foi realizado um pagamento no valor de R$179 mil a Sol Lavanderia Hospitalar, para pagamento de atrasados. Os contratos serão firmados com maior agilidade, garantiu o secretário.
Fonte: tribuna do norte
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