Além dos problemas de superlotação, falta de estrutura, os profissionais do sistema penitenciário os presos do Centro de Detenção Provisória de Candelária estão sofrendo com outro grave problema: um grande foco de dengue está presente no meio da unidade, tendo em vista que uma foca aberta toma conta do pátio e as larvas estão multiplicando na água.
A situação vem se arrastando há vários meses e a direção do CDP não sabe mais o que fazer. O diretor da unidade, Francisco Canindé Alves, explicou que preparou inúmeros ofícios para a Coordenadoria da Administração Penitenciária (Coape) informando sobre o risco de uma infestação de dengue.
Além disso, ele já entrou em contato com a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), bem como com a secretaria Municipal de Saúde. Apesar disso, nada foi feito até o momento. Os agentes do CDP de Candelária contam que os órgãos que seriam responsáveis por esvaziar e reparar a fossa tentam se livrar do problema jogando a responsabilidade uns para os outros.
“A minha parte eu estou fazendo, pois quem escuta as reclamações dos presos, familiares e até dos moradores do bairro sou eu. Mas, infelizmente, meu pode de atuação é limitado e dependo de outras pessoas para que esse problema seja resolvido”, explica o diretor Francisco Canindé.
Ele lembra que chegou a entrar em contato com uma imunizadora que era responsável por limpar as fossas de unidades do Estado, mas a empresa alegou que estava com pagamento atrasado e não poderia fazer o serviço. Canindé ressalta que o foco de dengue representa risco para a saúde dos profissionais que fazem a segurança do Centro de Detenção, dos presos e também de toda a população do bairro de Candelária.
“Felizmente, ainda não tivemos nenhum registro confirmado de caso de dengue por parte dos presos, mas isso pode acontecer a qualquer momento”, comentou. Na manhã desta quarta-feira (7), familiares de presos estavam na unidade para a visita e reclamavam da situação. “Nossos parentes dizem que não estão nem conseguindo dormir com tanto mosquito e insetos que ficam nas celas por causa da fossa aberta”, contou a mulher de um dos detentos. A mesma reclamação foi feita pelos agentes penitenciários.
A reportagem entrou contato com a Coape e foi informada que em relação ao foco de dengue, a resolução desse problema é responsabilidade da vigilância sanitária do município. Ainda de acordo com a direção da Coordenadoria, o problema da fossa aberta é responsabilidade da Unidade de Administração Geral da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania.
Fonte: Portal BO