segunda-feira, 28 de maio de 2012

Médicos federais realizam protesto contra Medida Provisória

Às 7h desta segunda-feira o atendimento no Hospital Universitário Onofre Lopes foi interrompido para um protesto contra a Medida Provisória 568/12, organizado pelos médicos federais e pelo Sintest. Isso porque a MP determina, além de outras coisas, a mudança na gestão dos hospitais universitários,  e empresas privadas devem assumir a administração das unidades. 

O movimento tem a pretensão de alertar a categoria quanto às mudanças salariais. "Não queremos a anulação da Medida Provisória, porque sabemos que ela beneficia outras categorias. Queremos modificações que contemplem também benefícios aos médicos", explicou a médica Mylena Taise Azevedo.

A Medida Provisória 568/12, publicada pelo Governo Federal no último dia 14 de maio, reajustou tabelas de setores do serviço público. Muitas categorias foram beneficiadas com a MP, mas os médicos que trabalham em instituições federais não gostaram das mudanças para a classe. 

Metade do salário base tornou-se uma gratificação de nome "Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada". Desta forma o valor não é repassado para o montante que vai ser pago aos profissionais na aposentadoria, e vai sendo reduzido gradativamente até zerar.
    
Também houve mudanças no pagamento de  adicional de insalubridade aos médicos. Antes da MP, o benefício era calculado em cima do salário base. Para o grau de insalubridade  baixo, 5% sobre o salário, o médio 10%, e o alto 20%. Após a medida, os valores passam a ser fixos para os três graus: R$ 100, R$ 180 e R$ 260, respectivamente. 

O obstetra Arildo Holanda, da Maternidade Escola Januário Cicco, a infectologista Mylena Taise Azevedo Lima Bezerra, e a pediatra Maria Edilmara Felinto de Lima, ambas do Hospital de Pediatria da UFRN, estão encabeçando o movimento de manifestação contrária à MP no Rio Grande do Norte. Segundo eles, boa parte da categoria não acredita na possibilidade de aprovação das mudanças ou  ainda não as conhece. Segundo os médicos, no restante do país a mobilização da categoria está mais forte do que no RN.


Fonte: Tribuna do Norte

0 comentários:

Postar um comentário