Quando Katiúcia Ribeiro fez o exame do Detran e recebeu sua Carteira de Habilitação, a primeira providência que tomou foi se inscrever em um curso de operadora de empilhadeira.
Morena alta, de cabelos lisos, traços indígenas, Katiúcia é contadora de formação, funcionária do Infraero e uma das poucas mulheres do Brasil capacitadas para pilotar os vários tipos de empilhadeira disponíveis no Terminal de Cargas da Infraero, na base aérea de Parnamirim.
Anualmente, passam pelos galpões da empresa, localizados entre o terminal de embarque e desembarque de passageiros e os hangares dos caças da Força Aérea Brasileira, cerca de 5 mil toneladas de produtos importados e exportados pelo Estado.
"Daqui saem basicamente frutas e peixe fresco, atum e meca, que são usados para fazer sashimi na Europa e no Japão", informa Helder Fernandes de Oliveira, responsável pelas operações de armazenamento e transporte de cargas da Infraero em Natal, um dos únicos do pais que é operado exclusivamente por funcionários do quadro da Infraero.
Nacionalização - Toda carga que desembarga no aeroporto de Parnamirim, vinda do exterior, passa pelos terminais da Infraero. "Aqui eles são nacionalizados", explica Helder. "São pesados, conferidos e ficam armazenados a espera do sinal verde para serem liberados para seus donos", completa.
No caso dos produtos que são embarcados para fora do país, eles passam por um processo semelhante. O Terminal de Cargas funciona 24 horas e a movimentação de cargas de vários tipos, tamanhos, peso e volume é intensa.
Além de Katiúcia, outros sete operadores trabalham com as empilhadeiras no terminal. Todos eles participaram, nesta semana, de um curso de capacitação com 20 horas de duração.
"São oito horas teóricas e mais doze horas de prática, com as empilhadeiras da própria empresa. O operador aprende com a máquina com a qual ele trabalha", detalha Jefferson Dantas, diretor do SEST-SENAT no Rio Grande do Norte, única entidade que ministra esse tipo de treinamento.
Mamão
Só este ano, o SEST-SENAT já realizou esse mesmo curso para várias empresas, "a maioria no setor de supermercado, atacadistas e também fábricas e grandes depósitos que trabalham com empilhadeiras", revela Jefferson.
"Houve uma mudança muito grande nos últimos anos em relação a esse tipo de atividade. Hoje existem muito mais empresas operando com empilhadeiras para movimentar suas cargas e a necessidade de formar profissionais é constante", destaca o diretor do SEST-SENAT.
Na última aula ministrada pelo instrutor Élson de Almeida Fernandes aos funcionários da Infraero, após alguns exercícios práticos, na pista do aeroporto e dentro de um galpão onde uma carga de mamão esperava para ser embarcada, o professor comemorou o desempenho da turma. "Aqui existem vários tipos de empilhadeira e nós trabalhamos com todas elas e o resultado em termos de aprendizagem foi excelente", concluiu.
Fonte: tribuna do norte
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