Segundo os policiais do 9º BPM, mais uma vez, a “lei do silêncio” prevaleceu e os moradores da favela Frei Damião não quiseram dar detalhes do homicídio, mesmo o crime tendo acontecido em plena luz do dia. O que se sabe é que Jailson André Máximo não morava na favela, mas tinha endereço fixo na rua Matusalém, também no Bom Pastor. Os peritos do Instituto Técnico-Científico de Polícia também foram acionados e se deslocaram até o terreno onde fica a favela Frei Damião. O local é repleto de barracões e fica em uma área de duna. De acordo com os peritos, a vítima foi alvejada por pelo menos quatro disparos de arma de fogo, sendo que alguns transfixaram, o que indica que os tiros partiram de uma distância pequena.
No bolso de Jailson André, os peritos encontraram o Alvará de Soltura dele, que tinha o número do processo 0001598.95.2008.8.20.0124. A reportagem consultou o sistema online do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e descobriu que o documento é datado de ontem, dia 17. A vítima do homicídio tinha uma condenação de dois anos pelo crime de furto qualificado, mas recebeu o benefício da liberdade, após cumprir a pena. O corpo de Jailson André foi levado para a sede do ITEP, na Ribeira, onde ficará até que um familiar vá ao Instituto para fazer a liberação. No local do assassinato, os policiais militares não conseguiram localizar nenhum parente da vítima.
Fonte: Blog do Eduardo Dantas
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